Hoje eu tou no Blog Vida de Mãe

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Oi genteeee,

Hoje eu tou lá no blog Vida de mãe dando umas dicas de como ensinar seu filho a lidar com a competitividade.

É um tema que a gente quase não pensa, mas que é super importante de ser falado.

Vai dar uma olhada, acho que vocês vão gostar bastante.

 

Bjsss

Mirela

APNEIA EMOCIONAL, já ouviu falar???

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No outro dia, Matheus bateu com a cabeça no chão e pela primeira vez ele me assustou! Ele chorou tanto que ficou roxo e nao respirava, quase que eu tenho um infarto! Comecei a sacudi-lo e a pedir para ele voltar a chorar, tal nao era meu desespero! Ele sustentou a respiração de tal forma que ficou com os lábios roxos… Horrível de viver e comentei com a minha pediatra sobre esse episódio, ao que ela me responde: “isso ele faz de propósito! Chama-se Apneia Emocional!”

Oi??? Nunca nem tinha ouvido falar nem em algo semelhante… Dai ela me explicou e a mamãe aqui aprendeu mais qualquer coisa. Ele voltou a fazer isso umas 2/3 vezes, hoje por acaso fez e eu já reagi de uma forma totalmente segura. (Geralmente acontece quando a pancada ou susto é forte) Acalmei-o, esperei ele voltar a respirar e tentei chamar a atenção dele para outra coisa. Pronto… “problema” resolvido sem agonias. Hoje fui pesquisar mais um pouco para vir aqui contar isso para vocês e encontrei o texto perfeito no site da sociedade de pediatria do neurodesenvolvimento. Aqui vai:

“Chama-se a esta situação “espasmos de soluço” ou “espasmos do choro” e é relativamente comum. Trata-se de crianças que sustêm a respiração quando choram, podendo ficar com uma cianose da face e podendo mesmo perder os sentidos. Apesar de estas crises serem assustadoras para quem as presencia, não são habitualmente perigosas e há uma recuperação espontânea. No caso do seu bebé, é também importante certificar-se de que não existe um problema subjacente e também tentar perceber por que razão ele chora, de modo a avitar que ele chore demasiado.”

É sempre bom saber destas coisas né? rsrs

Bjs

Mirela

Eles precisam de tantos brinquedos assim?

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Hoje estava arrumando o quarto do Matheus, e me deparei com um tema super interessante para lançar como Debate no @demãeparamamãe, no entanto, fiquei com vontade de expressar a minha opinião e conclusão depois de observar “pequenos” detalhes.

Como vocês sabem, não tem nem um mês que fiz a festa de aniversario do Matheus e vou dizer, ainda tem brinquedos ali que não abri, e não vou abrir tão cedo.

Quando fiz o enxoval do Matheus, não comprei absolutamente brinquedos nenhuns, não por falta de vontade, longe de mim hehe, mas porque não havia espaço na mala para coisas que não iriam ser usadas tão logo e assim fui deixando para depois.

O Matheus nasceu, e ganhou alguns brinquedos de pelucia, (ganhou mesmo foi roupa) passou os primeiros meses, e eu começei a não conseguir resistir a tentação de comprar! Comprar, comprar, comprar…. a gente fica com a sensação que o brinquedo é o que vai estimular o bebê, depois fica com a sensação de que ele é o “unico” bebê que não tem brinquedos, e por fim, a gente deixa de conseguir se segurar e quer comprar tudo o que encontra pelo caminho. De repente ficamos crianças de novo, e nem reparamos que a criança de verdade não liga para coisa nenhuma, e nós é que ficamos felizes pela “conquista”. Parece parece não, é uma realização pessoal.

Quantas não foram as vezes que cheguei em casa com alguma besteirinha, e o Matheus preferiu a caixa ao próprio brinquedo? Perdi a conta, e lá ficou a sensação de dinheiro jogado no lixo.

No entanto, até que não fui tão exagerada, e consegui me “focar” para não sair do que sempre havia programado antes dele nascer. (Sim porque uma coisa é o que você diz que vai ser antes de ser mãe, outra coisa é o que você é depois que é mãe rs)

Comprei um brinquedo da Lamaze, (de pelúcia, com cores fortes e chocalhos), comprei uns chocalhos e uns mordedores e por fim, investi em livros! Isso mesmo, livros para  bebês! (fica a dica)

Chegou o Natal, e compramos um cachorro da fisher price, daqueles que ajuda o bebe a dar os primeiros passos (um absurdo de caro, presente dos vovós e que ele hoje quase não liga), compramos uns brinquedos de encaixe, um telefone, e pouco mais…. Estava perfeito, Matheus nao tinha nem muito nem pouco. Tinha um pouco de tudo, tinha o suficiente. O problema foi quando chegamos ao aniversario. Sim porque entre o Natal e o aniversário, fui proibida (por mim e pelo marido) de comprar mais brinquedos para o pequeno, isso porque ele no aniversário iria com certeza ganhar muitos. Dito e feito, gente o negócio ficou fora do controle. É tanto brinquedo, brinquedinho e brinquedão, que Matheus deixou de ter foco! Ele ora brinca com um, ora com outro, não se concentra e pior, não estou estimulando ele a aprender a  valorizar as suas coisinhas.

Ou seja, estou usando de forma errada os ditos briquedos didáticos, e  em vez de estar usando para estimular de forma positiva, os brinquedos estão sendo algo negativo para o desenvolvimento dele.

No outro dia, brincando com ele, me bateu quase que o desespero sabe? Só via era bagunça, informação de mais, uma desorganização de cores e formas assustadora. Resolvi dar um basta na situação.

Arrumei tudo no armário. TUDO! Tudo mesmo. Não ficou nada de fora, e a partir de agora, Matheus brinca com uma coisa de cada vez! Cansou daquele brinquedo, guarda e passa para uma nova atividade com outro brinquedo.

Os dias de hoje gente, são “perigosos” demais para a formação de um ser humano. Voces já repararam na quantidade de publicidade que existe na televisão incentivando o consumismo dos pequenos? É absurdo! Você em casa até pode tentar evitar que ele viva em frente da televisão, mas e quando chega na escola, que o amiguinho tem brinquedo novo (caro pra caramba) e o seu filho chega querendo um igual de todo o jeito? Vivemos na era do consumismo, precisamos tomar o maior cuidado com todas as atitudes que temos perante os nossos pequenos, e acredite, a mamãe aqui conseguiu comprovar que menos é sem duvida mais!

Compre um brinquedo bom, (fisher price raramente é má compra), mas não precisa comprar a linha toda. e Não deixe tudo espalhado no chão do quarto do seu pequeno!

Pegue brinquedos emprestados das amigas que tiveram filhos primeiro que voce (tapete de atividades por exemplo é um brinquedo que usa muito pouco tempo), escolha 6 brinquedos de cada vez e os outros esconda. Quando ele cansar daqueles 6, guarde e troca por outros 6 e assim vai. Ter muito brinquedo não é sinal de que você está sendo a melhor mãe ou o melhor pai do mundo, e não é sinal de que seu filho está tendo “tudo” que precisa. Pode achar que não, mas muita gente compensa a sua ausencia com brinquedos. Não é bom. Se policie quanto a isso.

Mantenha os brinquedos organizados, não precisam estar escondidos, mas tente que e o espaço onde ele brinque esteja “limpo” para que ele possa se focar no brinquedo da vez. E lembre-se, seu filho quando ele tinha entre 5 e 12 meses, geralmente dava maior preferência a caixa, do que ao próprio brinquedo. Então podemos aproveitar também para estimula-lo a brincar com brinquedinhos “caseiros”, pelo menos enquanto ele não aprender a pedir os que vê na televisão. Essas pequenas coisas pode fazer toda a diferença na formação da personalidade e na formação de valores do seu filho.

Fica a dica

Educando meninos e meninas para um novo mundo

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Faz tempo que venho pensando sobre este assunto.

Acho que antes mesmo de ter tido o Matheus, eu já revia conceitos de educação, e já pensava como poderia fazer para que ele fosse educado para viver confortável na nova sociedade em que vivemos.

Para quem não sabe, sou Portuguesa, moro aqui só há 4 anos (um dia conto minha história), e em Portugal não temos empregadas para nada. Desde pequenas, somos ensinadas a fazer tudo para que futuramente possamos cuidar do nosso lar sozinhas.

Coincidentemente quando engravidei, 3 primas minhas engravidaram também. Todas moram lá, só eu moro aqui e por esse motivo, só eu tenho o privilégio de ter uma empregada que me ajuda com as coisas da casa enquanto eu posso cuidar do Matheus, enquanto elas lá tem que se virar sozinhas com tudo.

Uma delas, tem um menino de 5 anos, e cuida da casa, do marido, dos 2 filhos e ainda trabalha, tudo sozinha! Como??? Vocês perguntam! Nem eu sei. Sei que cedo os meninos foram para a escolinha, onde ficam o dia todo e quando ela sai do trabalho, vai busca-los, chega em casa e o marido é obrigado a ficar com os filhos para que ela possa cuidar do jantar (quando está disposto).

Final de semana, os pequenos ficam brincando enquanto ela, ás prestações, arruma a casa, passa a ferro, arruma roupa, etc etc etc… tudo isso, porque uma empregada domestica lá, para fazer o que as daqui fazem, custa uns 50 euros a hora (uns 140 reais), dormir então, é algo impensável. (nem adianta pensar em ir pra lá ser empregada domestica, porque o povo tá todo liso por causa da crise  rsrss)

Custa até a imaginar que um dia será igual por aqui né?

Mas essa realidade vai chegar, infeliz ou felizmente, depende do ponto de vista.

No outro dia, coloquei no instagram um post sobre casamento e reparei que a maior parte das brigas de casal depois que nascem os filhos, surge porque o marido ajuda pouco, ou não ajuda e a mulher é carregada de obrigações. Chegaram a questionar porque para a mulher tudo é obrigação e para o homem é ajuda. Quase uma pergunta retórica não é?

Pois é, antigamente, o homem trabalhava, a mulher cuidava da casa, criava os filhos e ainda paparicava o marido e assim as tarefas de certa forma eram divididas. Machismo também reinava, sejamos realistas rsrs, mas hoje cada vez mais, machismo (em exagero) é feio, esta fora de moda e é até deselegante,

Nos dias de hoje, a mulher trabalha tanto quanto o homem, tem um papel bastante ativo na sociedade mas continua a ter que cuidar da casa, dos filhos e do marido, fora todas as outras responsabilidades. Isso porque os nossos maridos foram criados para ser desse mesmo jeito!

Na cabeça deles, a sua obrigação é cumprida na perfeição, colocando dinheiro em casa e não deixando faltar nada pra ninguém. Eles não foram programados a nos “ajudar”, nem a dividir tarefas e quando exigimos deles, é quase inevitável que surja a briga. Mas porque só agora, depois que os filhos nascem é que as coisas pioram?

Porque antes não exigíamos tanto. Digo mesmo que quase não exigíamos  Antes eles eram os nossos “bebês”. Como mulheres, somos programadas a “cuidar”, e até os filhos nascerem, cuidávamos deles quase como filhos. Por isso se diz que o homem sempre procura uma mulher semelhante a mãe. Ele inconscientemente faz um tipo de troca. (A maioria, tá gente, homens que tiveram boas mães e isso está provado rs)

Então mamães, cabe a nós rever conceito de educação, retirar essa educação patriarcal incutida na nossa sociedade, e ensinar os nossos filhos a ajudar  no que for preciso.

Isso não vai fazer deles menos meninos, muito pelo contrario, isso vai fazer deles, futuramente, grandes homens!

Hoje em dia, contam-se pelos dedos, quantos são os maridos que ajudam a arrumar uma casa, que arrumam a roupa, que cuidem sozinhos de um  bebe para que a mãe possa descansar. Está cada vez melhor, mas ainda está longe de ser regra geral.

Não estamos aqui a querer que o homem faça todo o papel que a mulher sabe fazer, mas gostaríamos de não ser tão sob carregadas. Que houvesse uma maior parceria, onde ambos soubessem dividir tarefas para que todos vivam em paz.

Casamento é uma parceria, e se cada um rema para o seu lado, ninguém chega a lado nenhum, ou melhor, chega… a um “belo” divorcio!

Então diretas ao ponto, onde podemos mudar?

Podemos ensinar os nossos filhotes a fazer uma cama quando se levantam.

Podemos brincar com eles de fazer comida, fazendo um bolo, ensinar a que levantem o seu prato ou toda a mesa.

Quando estivermos a limpar a casa, pedir que nos ajudem, dando um pano e ensinando a limpar o pó e isso não é vez por outra, é fazer disso um hábito, fazer disso, uma regra.

Parece absurdo? Talvez para os dias de hoje sim, mas tenha certeza que não para os dias de amanha.

Costumo dar este exemplo:

Quantas de vocês tiveram dificuldades em arrumar uma empregada ou uma babá? Se não tiveram, com certeza já ouviram alguma amiga reclamar do quanto está difícil  isso porque as pessoas cada vez menos se querem sujeitar a esse trabalho. Preferem estudar e enquanto isso trabalhar em lojas do que limpar a casa dos outros.  Sentem-se explorados e cada vez mais querem lutar por uma vida melhor, então a tendencia é a que as “fadas do lar” sumam. As que quiserem seguir essa “carreira” irão cobrar caro, muito caro e nós infelizmente não podemos prever se nossos filhos terão condições suficientes ou não para que possam pagar, a vida dá muitas voltas.

Então mamães, acho que não os vamos estar prejudicando, muito pelo contrario,

No entanto, acho que não é só a educação dos meninos que precisa ser revista, a das meninas também.

Quantas meninas eu não vejo andarem com babás atrás, onde a menina bagunça e a babá arruma? Com meninos também, mas menina necessita de ser mais protegida, gosta de andar mais acompanhada, e ter alguém para brincar, enquanto o menino sabe melhor brincar sozinho.

Isso não é querer paparicar os seus filhos, nem querer o melhor para eles! Fazendo isso estamos prejudicando-os de certa forma quanto ao seu futuro, pelos mesmos motivos acima descrito com relação aos serviços domésticos.

Como eu falei, não vão haver mais secretárias, não vão haver mais babás!

Sei que muitas de nós não tem outra opção, e a babá é algo indispensável, mas ter babá não quer dizer ter uma faz tudo atrás o tempo todo. Uma reciclagem na babá também precisa ser revisto rs, porque as que são boas, são carinhosas e fazem questão de fazer tudo para eles, para que eles estejam felizes e não fiquem magoados com elas. Mas existem varias formas de cuidar bem, e de certa forma, elas também contribuem para a educação deles.

No outro dia, vendo uma menina brincar de boneca, vi quando a boneca fez coco na fralda, (essas bonecas modernas de hoje em dia rs), sabe o que a menina fez?

Pegou na boneca, deu para a sua babá e falou: “Mudar a fralda não é coisa de mãe, quem muda fralda é babá!”

Impressionadas? Pois é, também fiquei! Sei que isso também vem muito do tipo de mãe, mas é mais comum do que pensamos.

Então vale ou não vale repensar na nova forma de educar?