Dicas para nao acabar com o casamento após o nascimento dos filhos.

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Com o nascimento dos filhos, uma quantidade enorme de coisas muda entre o casal. Não é raro o casamento que termina após o nascimento dos filhos, infelizmente.

São cobranças que antes não existiam.

A mulher tende a se focar apenas no filho e o homem muitas vezes não entende, não ajuda e não participa. De uma forma geral, é assim!

Tem muito pai que adora participar, que faz questão de ajudar, mas tem muitoooos outros que não foram educados para isso, e não tem esse “toque” na veia. ´No geral, é em casamentos com homens assim que costumam haver mais brigas e desajustes após o nascimento dos pequenos. De certa forma estou culpando os homems como o principal motivo do desajuste, mas calma gente, não é bem isso que quero dizer. Cada um tem razão à sua maneira. Ela é sobrecarregada de novas obrigações, ele é jogado para trás e quase que esquecido. Ela não se cuida porque não tem tempo, ele não entende e não gosta do que vê. Ela chora, chora e cobra atenção, ele tenta mas não consegue, não foi programado para isso…Não sabe lidar com isso… e é ai que tudo o que foi construído durante anos pode ser jogado por agua abaixo.

Um filho tão programado, tão desejado por duas pessoas que se amam terminou sendo um muro entre o casal.

E aí? Alguém está se reconhecendo aqui? Pois é, por aqui não foi diferente.

Brigamos? Brigamos muitooo, teve dias que eu tinha vontade de matar o meu marido enquanto ele dormia kkkk mas sempre tentamos ouvir um ao outro e sabíamos que era apenas um momento. Era o momento do Matheus. Quando me dei conta do que estava acontecendo, mudei um pouco a forma como estava agindo. Comecei a cuidar dele como antes fazia, ele começou a entender que eu também precisava de atenção e por ai foi.

Hoje Matheus tem um 1 e 3 meses e finalmente o nosso casamento voltou a entrar na linha que estava antes do pequeno nascer. Teve hora que eu, de verdade, achei que não iria conseguir colocar tudo de volta nos eixos. Mas com calma e paciência, hoje voltamos a ser o casal que fomos um dia, e o nosso filho nos une ainda mais e nos faz ver que tudo valeu a pena. (tou até querendo já o próximo rs)

Meu conselho para as mulheres? Mude a sua forma de cobrar ajuda.

As vezes estamos tão exaustas que não reparamos o quanto estamos fazendo a vida do marido num inferno porque queremos que alguém pague pelo nosso cansaço. Você não vai conseguir mudar o seu marido do dia para a noite e quanto mais você exigir, menos vai conseguir. Homem é de Marte, mulher é de Venus lembram gente? Isso é pura verdade. São raros os homens que vão ser exatamente o que sonhámos um dia e tudo isso de certa forma, por influencia dos contos de fadas e romances que assistiamos na TV quando éramos crianças. A realidade é esta que estamos vivendo, e ela se olharmos com outros olhos, pode ser muito melhor do que o esperado. Basta usar-mos as nossas armas femininas.

No outro dia falei isso no instagram e alguém disse que vivemos no século XXI, que isso é pensamento ultrapassado, mas eu não concordo. Sei que a grande maioria dos homens se perde após o nascimento do filho. Homem é tratado desde que nasce com todo o cuidado exagerado da mãe, não lhe costuma ser exigido que façam a cama, lavem a loiça, ajudem nas lides domésticas, até porque aqui no Brasil a cultura da empregada doméstica e da babá é algo muito forte, dai ainda dificulta mais tudo isso. Se bem que tudo isso vai mudar muito mais rápido do que imaginavam com essa nova lei das domésticas, mas esse é outro assunto que já falei aqui. Mas já ouviram dizer que homem procura numa mulher “a mãe”? Isso não deixa de ser verdade! Ele quer continuar a ser tratado como a mãe o tratava, e quando um filho nasce, ele de certa forma é colocado de lado.

Entendam, eu acho que nós mulheres somos quem tem que direcionar para onde queremos que o barco siga. Não quero dizer que temos que nos acabar mais para conseguir aguentar casa, marido, filhos e ainda todo o mundo feminino da nossa vida. Quero sim dizer, que com a nossa sabedoria feminina podemos com jeitinho levar as coisas por um melhor caminho e eu tenho certeza que no fundo cada uma sabe qual é ele.

Aguentem firmes porque tudo passa, e quando passar fica melhor com que estava! Acreditem!

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Educando meninos e meninas para um novo mundo

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Faz tempo que venho pensando sobre este assunto.

Acho que antes mesmo de ter tido o Matheus, eu já revia conceitos de educação, e já pensava como poderia fazer para que ele fosse educado para viver confortável na nova sociedade em que vivemos.

Para quem não sabe, sou Portuguesa, moro aqui só há 4 anos (um dia conto minha história), e em Portugal não temos empregadas para nada. Desde pequenas, somos ensinadas a fazer tudo para que futuramente possamos cuidar do nosso lar sozinhas.

Coincidentemente quando engravidei, 3 primas minhas engravidaram também. Todas moram lá, só eu moro aqui e por esse motivo, só eu tenho o privilégio de ter uma empregada que me ajuda com as coisas da casa enquanto eu posso cuidar do Matheus, enquanto elas lá tem que se virar sozinhas com tudo.

Uma delas, tem um menino de 5 anos, e cuida da casa, do marido, dos 2 filhos e ainda trabalha, tudo sozinha! Como??? Vocês perguntam! Nem eu sei. Sei que cedo os meninos foram para a escolinha, onde ficam o dia todo e quando ela sai do trabalho, vai busca-los, chega em casa e o marido é obrigado a ficar com os filhos para que ela possa cuidar do jantar (quando está disposto).

Final de semana, os pequenos ficam brincando enquanto ela, ás prestações, arruma a casa, passa a ferro, arruma roupa, etc etc etc… tudo isso, porque uma empregada domestica lá, para fazer o que as daqui fazem, custa uns 50 euros a hora (uns 140 reais), dormir então, é algo impensável. (nem adianta pensar em ir pra lá ser empregada domestica, porque o povo tá todo liso por causa da crise  rsrss)

Custa até a imaginar que um dia será igual por aqui né?

Mas essa realidade vai chegar, infeliz ou felizmente, depende do ponto de vista.

No outro dia, coloquei no instagram um post sobre casamento e reparei que a maior parte das brigas de casal depois que nascem os filhos, surge porque o marido ajuda pouco, ou não ajuda e a mulher é carregada de obrigações. Chegaram a questionar porque para a mulher tudo é obrigação e para o homem é ajuda. Quase uma pergunta retórica não é?

Pois é, antigamente, o homem trabalhava, a mulher cuidava da casa, criava os filhos e ainda paparicava o marido e assim as tarefas de certa forma eram divididas. Machismo também reinava, sejamos realistas rsrs, mas hoje cada vez mais, machismo (em exagero) é feio, esta fora de moda e é até deselegante,

Nos dias de hoje, a mulher trabalha tanto quanto o homem, tem um papel bastante ativo na sociedade mas continua a ter que cuidar da casa, dos filhos e do marido, fora todas as outras responsabilidades. Isso porque os nossos maridos foram criados para ser desse mesmo jeito!

Na cabeça deles, a sua obrigação é cumprida na perfeição, colocando dinheiro em casa e não deixando faltar nada pra ninguém. Eles não foram programados a nos “ajudar”, nem a dividir tarefas e quando exigimos deles, é quase inevitável que surja a briga. Mas porque só agora, depois que os filhos nascem é que as coisas pioram?

Porque antes não exigíamos tanto. Digo mesmo que quase não exigíamos  Antes eles eram os nossos “bebês”. Como mulheres, somos programadas a “cuidar”, e até os filhos nascerem, cuidávamos deles quase como filhos. Por isso se diz que o homem sempre procura uma mulher semelhante a mãe. Ele inconscientemente faz um tipo de troca. (A maioria, tá gente, homens que tiveram boas mães e isso está provado rs)

Então mamães, cabe a nós rever conceito de educação, retirar essa educação patriarcal incutida na nossa sociedade, e ensinar os nossos filhos a ajudar  no que for preciso.

Isso não vai fazer deles menos meninos, muito pelo contrario, isso vai fazer deles, futuramente, grandes homens!

Hoje em dia, contam-se pelos dedos, quantos são os maridos que ajudam a arrumar uma casa, que arrumam a roupa, que cuidem sozinhos de um  bebe para que a mãe possa descansar. Está cada vez melhor, mas ainda está longe de ser regra geral.

Não estamos aqui a querer que o homem faça todo o papel que a mulher sabe fazer, mas gostaríamos de não ser tão sob carregadas. Que houvesse uma maior parceria, onde ambos soubessem dividir tarefas para que todos vivam em paz.

Casamento é uma parceria, e se cada um rema para o seu lado, ninguém chega a lado nenhum, ou melhor, chega… a um “belo” divorcio!

Então diretas ao ponto, onde podemos mudar?

Podemos ensinar os nossos filhotes a fazer uma cama quando se levantam.

Podemos brincar com eles de fazer comida, fazendo um bolo, ensinar a que levantem o seu prato ou toda a mesa.

Quando estivermos a limpar a casa, pedir que nos ajudem, dando um pano e ensinando a limpar o pó e isso não é vez por outra, é fazer disso um hábito, fazer disso, uma regra.

Parece absurdo? Talvez para os dias de hoje sim, mas tenha certeza que não para os dias de amanha.

Costumo dar este exemplo:

Quantas de vocês tiveram dificuldades em arrumar uma empregada ou uma babá? Se não tiveram, com certeza já ouviram alguma amiga reclamar do quanto está difícil  isso porque as pessoas cada vez menos se querem sujeitar a esse trabalho. Preferem estudar e enquanto isso trabalhar em lojas do que limpar a casa dos outros.  Sentem-se explorados e cada vez mais querem lutar por uma vida melhor, então a tendencia é a que as “fadas do lar” sumam. As que quiserem seguir essa “carreira” irão cobrar caro, muito caro e nós infelizmente não podemos prever se nossos filhos terão condições suficientes ou não para que possam pagar, a vida dá muitas voltas.

Então mamães, acho que não os vamos estar prejudicando, muito pelo contrario,

No entanto, acho que não é só a educação dos meninos que precisa ser revista, a das meninas também.

Quantas meninas eu não vejo andarem com babás atrás, onde a menina bagunça e a babá arruma? Com meninos também, mas menina necessita de ser mais protegida, gosta de andar mais acompanhada, e ter alguém para brincar, enquanto o menino sabe melhor brincar sozinho.

Isso não é querer paparicar os seus filhos, nem querer o melhor para eles! Fazendo isso estamos prejudicando-os de certa forma quanto ao seu futuro, pelos mesmos motivos acima descrito com relação aos serviços domésticos.

Como eu falei, não vão haver mais secretárias, não vão haver mais babás!

Sei que muitas de nós não tem outra opção, e a babá é algo indispensável, mas ter babá não quer dizer ter uma faz tudo atrás o tempo todo. Uma reciclagem na babá também precisa ser revisto rs, porque as que são boas, são carinhosas e fazem questão de fazer tudo para eles, para que eles estejam felizes e não fiquem magoados com elas. Mas existem varias formas de cuidar bem, e de certa forma, elas também contribuem para a educação deles.

No outro dia, vendo uma menina brincar de boneca, vi quando a boneca fez coco na fralda, (essas bonecas modernas de hoje em dia rs), sabe o que a menina fez?

Pegou na boneca, deu para a sua babá e falou: “Mudar a fralda não é coisa de mãe, quem muda fralda é babá!”

Impressionadas? Pois é, também fiquei! Sei que isso também vem muito do tipo de mãe, mas é mais comum do que pensamos.

Então vale ou não vale repensar na nova forma de educar?