Desidratação – Fique atenta!

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No outro dia em conversa com a Dra. Marina, tocamos no tema “desidratação” e na mesma hora nos ligamos que esse era um assunto importante para falarmos no blog, por isso ela preparou um texto para vocês mostrando como você pode detetar e como deve proceder:

“A desidratação é uma complicação muito comum na infância. Sendo as principais causas a febre, a diarréia e o vômito, mas pode acontecer em um número enorme de doenças que levam a perda de líquido ou a diminuição da ingestão dele.

É muito importante perceber precocemente os sinais da desidratação e iniciar o tratamento o quanto antes.

A desidratação pode aparecer durante qualquer alteração do organismo que cause perda de líquido, mesmo que essa perda não seja visível, como na febre e na insolação. É muito comum nas emergências que as crianças cheguem em quadros graves de desidratação porque os pais ficaram “segurando”em casa.

Sou contra as idas freqüentes ao pronto socorro.

Mas se a criança não consegue ingerir líquidos ou vomita tudo que toma, precisa de atendimento imediato e não apenas da consulta.

Você pode perceber os sinais da desidratação precocemente.

* Observe a quantidade de urina da sua criança. Se passar muitas horas sem fazer xixi, não é bom sinal.

* Olhos fundos.

* Perda de peso de 10% do peso. Isso só vale se você tiver balança em casa e souber o peso do seu filho.

* Olhos secos e sem lágrimas.

* Boca seca.

* Se você perceber que a criança não fala coisa com coisa e tem muita dificuldade para acordar ou está muito fraca, provavelmente a desidratação já está mais avançada.

Se você achar que seu filho está desidratando inicie logo o tratamento. Pode ser com água mesmo. Só pode tomar água quem está acordado e consciente, não ofereça líquidos se seu filho estiver sonolento ou confuso, pode piorar a situação, provocando engasgos.

Na desidratação por diarréia devem ser usados soros de reidratação oral que apresentam melhor resposta. Mas o importante é começar logo, então começa com água enquanto providencia o soro. Se não melhorar ou se a criança não aceitar os liquidos, leve na emergência.

Existem formas de prevenir a desidratação: vacine seu filho, assim que perceber febre ou outra alteração, ofereça muito liquido, criança bem nutrida resiste mais a desidratação.” Falou a Dra. Marina, pediatra e colunista do De Mãe Para Mamãe.

Dra Marina fala sobre Cremes para a área das fraldas

Cremes para a area das fraldas.

Todas as mães utilizam cremes para proteger a pele do seu bebê contra as terríveis assaduras.

Eles são realmente necessários?

A pele do recém nascido é muito fina e delicada, o contato constante com a fralda úmida pode produzir irritações e assaduras que incomodam muito o bebê. As fraldas modernas absorvem muito bem a umidade, mas não evitam que a região fique abafada. Sempre digo que a fralda agüenta 12hs de xixi, mas a pele do bebê (recém nascido) não.

Os cremes para prevenção de assaduras têm a função de criar uma barreira entre a umidade e as fezes e a pele do bebê. Então o melhor é aquele que não sai!!!! Não é necessário que ele  seja visível, mas ele precisa permanecer na pele até a próxima troca.

Os cremes a base de pantenol ou lanolina são transparentes mas fazem muito bem seu papel de barreira e podem ser percebidos quando passamos a mão na pele do bebê e sentimos o creme. Uma coisa importante é que o creme precisa ser retirado por inteiro quando em contato com as fezes! Mesmo que você não veja, o resíduo de creme tem que ser retirado pois  está “contaminado”pelas bactérias das fezes.

O uso de sabonete pode não remover completamente o creme da pele, ou só remover se esfregar muito (o que não é bom). Uma dica muito boa é usar óleo (puro ou de amêndoas) para retirar o creme da pele e só então usar a água e sabonete. Com isso você remove até aquele creme mais difícil de sair, sem nenhum esforço.

Lembre: se o creme saí fácil, ele não faz o papel dele de criar uma barreira!!!! E creme “sujo”não pode permanecer na pele, mesmo que você não esteja vendo.

Pele bem protegida é pele saudável e bebê ( e mamãe) feliz.

Hoje o papo é sobre Diarréia!

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A diarréia é caracterizada pelo aumento do numero e alteração do aspecto das evacuações.

O quadro pode ser acompanhado de febre e vômitos caracterizando uma gastroenterite, ou não.

Quando ocorre sangue ou muco (catarro) nas fezes ela é considerada um quadro infeccioso, e quando é apenas liquido não existe a necessidade de tratamento do agente infeccioso, geralmente um vírus.

A diarréia é tratada com a reposição de líquidos e sais minerais perdidos nas fezes, isso pode ser feito com reidratantes orais específicos e também com o aumento da ingestão de líquidos diversos, não contando como liquido refrigerantes e leite integral. O quadro dura entre 3 e 7 dias e provoca uma perda de peso que não deve preocupar os pais, pois é rapidamente recuperada com a melhora do quadro. Quando a criança está doente a alimentação deve ser normal, apenas evitando os excessos de leite e gordura. Se o quadro se prolongar pode ser retirado algum alimento da dieta, mas sempre com orientação do pediatra.

Se for percebida a presença de sangue nas fezes, é necessária uma avaliação e provavelmente um tratamento com antibióticos.

Já existe uma vacina contra o rotavírus, que é uma das causas de diarréia em bebês e crianças.

A vacina oferecida pelo ministério da saúde tem cobertura menor que a oferecida nas clínicas de vacina.

O grande problema da diarréia é a desidratação que ela pode provocar. Os sinais de desidratação são: diminuição da quantidade de urina, ou urina muito concentrada; olhos fundos; pele seca e perda de peso rápida (1 kg/dia). Se houver sinais de desidratação a criança deve ser levada para avaliação médica o quanto antes.

Vamos falar sobre Febre?

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A febre é um sinal de alerta do sistema imunológico.

É considerada febre a temperatura axilar maior ou igual a 37.8C. Se você usa termômetro de orelha ou retal a temperatura é central e deve ser considerada como febre quando for maior que 38º.C.

Quando uma criança apresenta febre os pais já querem uma explicação para essa febre, mas infelizmente os pediatras não podem dizer imediatamente do que se trata. Em muitos casos temos que aguardar o surgimento de outros sintomas ou sinais que indiquem uma patologia, e nem sempre isso acontece.

Muitas vezes a febre acontece como sintoma único, não representando qualquer perigo, desde que a criança fique bem e sem febre em 3 dias. Na maioria dos casos, após um ou dois dias de febre surgem outros sintomas como tosse, obstrução nasal, diarréia ou manchas no corpo. É após o surgimento desses sintomas que podemos dar um diagnóstico, e se necessário, iniciar um tratamento.

Quando um médico diz que é uma virose, ele quer dizer que não existe um indicio de infecção bacteriana e não necessita de tratamento específico, apenas de sintomáticos e  acompanhamento.

Um dos grandes medos dos pais é a temida convulsão febril. Ela acontece em crianças entre 6 meses e 7 anos, geralmente as crianças tem história familiar de convulsões. A criança que tem convulsão febril não tem epilepsia mas algumas convulsões que são desencadeadas pela febre são sintomas de outras patologias e não apenas convulsão febril.

A convulsão febril dura 5 minutos e não deixa seqüelas. Na maioria dos casos passa antes da criança chegar ao hospital.

O diagnóstico de convulsão febril é dado pelo neuropediatra após excluir outras patologias que podem provocar convulsões.

Por Dra. Marina Rocha Azevedo

Hoje o tema é Refluxo

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Muitas mães entram em pânico quando seu filho golfa pela primeira vez e sempre tem alguém para dar o diagnóstico de refluxo.

Você sabe o que é refluxo?]

Refluxo gastroesofágico é o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. Isso é um evento fisiológico que ocorre por imaturidade dos músculos da cardia (região do estomago). E porque todo mundo tem medo do refluxo?

Quando este refluxo é muito intenso pode representar uma doença, a doença do refluxo gastroesofágico. Isso sim merece tratamento. E como saber se o refluxo do seu filho é fisiológico ou doença?

No refluxo fisiológico o bebê fica bem após as golfadas, mesmo que elas sejam enormes, ganha peso e se desenvolve normalmente. Na doença do refluxo o bebê não ganha peso adequadamente ou pode apresentar uma irritação muito intensa que pode ser confundida com cólicas.

O mais importante é que as medidas posturais resolvem a maioria dos casos. Após alimentar seu bebê deixe a cabeça elevada por até 20 ou 30 minutos, nunca deite o bebê imediatamente após as mamadas. Não coloque roupas ou fraldas apertadas na região do abdome. Evite oferecer mais comida que o necessário, nem todo choro é fome.

Em alguns casos reservados podem ser utilizadas medicações, mas sempre por indicação médica. O refluxo melhora com o tempo. A criança fica mais tempo sentada, come comidas mais consistentes e tudo vai melhorando.

Se você tomar um copo de 2000ml ( 2 litros) de leite e deitar, o que você acha que aconteceria? Essa é a proporção de leite que um bebê toma!!!!

Pense sempre nisso antes de tentar resolver com remédios….

Por Dra. Marina Rocha Azevedo

Tosse

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Tosse

Pois é gente, o Matheus tem andado com uma tosse chata e a Mirela tem andado agoniada com isso, dai depois de orienta-la a tratar da tosse do pequeno lembrei de falar um pouco sobre o tems aqui pra voces. Como hoje é dia da coluna De Pediatra Para Mamae, aqui vai

:

“A tosse é um sintoma que incomoda muito e tira o sono de crianças e pais. A tosse é um reflexo desencadeado pela irritação dos brônquios que pode acontecer por secreção ( catarro) ou por um processo alérgico.

Ela pode ser cheia (secretiva ) ou seca (alérgica). Na tosse cheia ou produtiva não devem ser utilizadas medicações para parar a tosse e sim expectorantes para ajudar a expelir essa secreção,e em alguns casos broncodilatadores ( medicações utilizadas para asma ). Já a tosse seca pode ser tratada com inibidores da tosse ou com antialérgicos. É sempre importante que um médico avalie a tosse e examine o pulmão dos pequenos para decidir a melhor estratégia de tratamento.

Nem sempre uma criança que está tossindo muito está muito doente, pode ser só uma gripe. Mas é importante observar a criança como um todo e perceber sinais de piora que possam indicar uma complicação desta gripe. Os sinais de piora são retorno da febre após alguns dias sem febre, alteração da respiração com chiado ou esforço para respirar ou astenia (fraqueza importante). Em caso de qualquer um dos sinais de piora, procure imediatamente uma emergência. Se a tosse não vier acompanhada de sinais de gravidade consulte o seu pediatra.”

Por Dra. Marina Rocha Azevedo