Eles precisam de tantos brinquedos assim?

brinquedos-criancas

 

Hoje estava arrumando o quarto do Matheus, e me deparei com um tema super interessante para lançar como Debate no @demãeparamamãe, no entanto, fiquei com vontade de expressar a minha opinião e conclusão depois de observar “pequenos” detalhes.

Como vocês sabem, não tem nem um mês que fiz a festa de aniversario do Matheus e vou dizer, ainda tem brinquedos ali que não abri, e não vou abrir tão cedo.

Quando fiz o enxoval do Matheus, não comprei absolutamente brinquedos nenhuns, não por falta de vontade, longe de mim hehe, mas porque não havia espaço na mala para coisas que não iriam ser usadas tão logo e assim fui deixando para depois.

O Matheus nasceu, e ganhou alguns brinquedos de pelucia, (ganhou mesmo foi roupa) passou os primeiros meses, e eu começei a não conseguir resistir a tentação de comprar! Comprar, comprar, comprar…. a gente fica com a sensação que o brinquedo é o que vai estimular o bebê, depois fica com a sensação de que ele é o “unico” bebê que não tem brinquedos, e por fim, a gente deixa de conseguir se segurar e quer comprar tudo o que encontra pelo caminho. De repente ficamos crianças de novo, e nem reparamos que a criança de verdade não liga para coisa nenhuma, e nós é que ficamos felizes pela “conquista”. Parece parece não, é uma realização pessoal.

Quantas não foram as vezes que cheguei em casa com alguma besteirinha, e o Matheus preferiu a caixa ao próprio brinquedo? Perdi a conta, e lá ficou a sensação de dinheiro jogado no lixo.

No entanto, até que não fui tão exagerada, e consegui me “focar” para não sair do que sempre havia programado antes dele nascer. (Sim porque uma coisa é o que você diz que vai ser antes de ser mãe, outra coisa é o que você é depois que é mãe rs)

Comprei um brinquedo da Lamaze, (de pelúcia, com cores fortes e chocalhos), comprei uns chocalhos e uns mordedores e por fim, investi em livros! Isso mesmo, livros para  bebês! (fica a dica)

Chegou o Natal, e compramos um cachorro da fisher price, daqueles que ajuda o bebe a dar os primeiros passos (um absurdo de caro, presente dos vovós e que ele hoje quase não liga), compramos uns brinquedos de encaixe, um telefone, e pouco mais…. Estava perfeito, Matheus nao tinha nem muito nem pouco. Tinha um pouco de tudo, tinha o suficiente. O problema foi quando chegamos ao aniversario. Sim porque entre o Natal e o aniversário, fui proibida (por mim e pelo marido) de comprar mais brinquedos para o pequeno, isso porque ele no aniversário iria com certeza ganhar muitos. Dito e feito, gente o negócio ficou fora do controle. É tanto brinquedo, brinquedinho e brinquedão, que Matheus deixou de ter foco! Ele ora brinca com um, ora com outro, não se concentra e pior, não estou estimulando ele a aprender a  valorizar as suas coisinhas.

Ou seja, estou usando de forma errada os ditos briquedos didáticos, e  em vez de estar usando para estimular de forma positiva, os brinquedos estão sendo algo negativo para o desenvolvimento dele.

No outro dia, brincando com ele, me bateu quase que o desespero sabe? Só via era bagunça, informação de mais, uma desorganização de cores e formas assustadora. Resolvi dar um basta na situação.

Arrumei tudo no armário. TUDO! Tudo mesmo. Não ficou nada de fora, e a partir de agora, Matheus brinca com uma coisa de cada vez! Cansou daquele brinquedo, guarda e passa para uma nova atividade com outro brinquedo.

Os dias de hoje gente, são “perigosos” demais para a formação de um ser humano. Voces já repararam na quantidade de publicidade que existe na televisão incentivando o consumismo dos pequenos? É absurdo! Você em casa até pode tentar evitar que ele viva em frente da televisão, mas e quando chega na escola, que o amiguinho tem brinquedo novo (caro pra caramba) e o seu filho chega querendo um igual de todo o jeito? Vivemos na era do consumismo, precisamos tomar o maior cuidado com todas as atitudes que temos perante os nossos pequenos, e acredite, a mamãe aqui conseguiu comprovar que menos é sem duvida mais!

Compre um brinquedo bom, (fisher price raramente é má compra), mas não precisa comprar a linha toda. e Não deixe tudo espalhado no chão do quarto do seu pequeno!

Pegue brinquedos emprestados das amigas que tiveram filhos primeiro que voce (tapete de atividades por exemplo é um brinquedo que usa muito pouco tempo), escolha 6 brinquedos de cada vez e os outros esconda. Quando ele cansar daqueles 6, guarde e troca por outros 6 e assim vai. Ter muito brinquedo não é sinal de que você está sendo a melhor mãe ou o melhor pai do mundo, e não é sinal de que seu filho está tendo “tudo” que precisa. Pode achar que não, mas muita gente compensa a sua ausencia com brinquedos. Não é bom. Se policie quanto a isso.

Mantenha os brinquedos organizados, não precisam estar escondidos, mas tente que e o espaço onde ele brinque esteja “limpo” para que ele possa se focar no brinquedo da vez. E lembre-se, seu filho quando ele tinha entre 5 e 12 meses, geralmente dava maior preferência a caixa, do que ao próprio brinquedo. Então podemos aproveitar também para estimula-lo a brincar com brinquedinhos “caseiros”, pelo menos enquanto ele não aprender a pedir os que vê na televisão. Essas pequenas coisas pode fazer toda a diferença na formação da personalidade e na formação de valores do seu filho.

Fica a dica

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Um comentário sobre “Eles precisam de tantos brinquedos assim?

  1. Mi, meu trabalho de conclusao de curso na faculdade foi sobre a publicidade infantil. É um tema triste e que tem muito a nos ensinar e principalmente nos fazer despertar.

    Utilizei como base no meu trabalho a ONG do Instituto Alana, Crianca e Consumo.Recebi muito material deles, todos execelente, entre eles os cinco principais problemas que a publicidade infantil gera: erotizacao precoce, alcoolismo na infancia, privatizacao e delinquencia, estresse familiar e obesidade infantil.

    Te aconselho muito a dar uma olhada no site deles (coloca no google) e PRINCIPALMENTE assistir a um documentário deles “Criança a Alma do Negócio”. Ele tem no youtube dividido em algumas partes e eu tb tenho o em cd aqui se quiser emprestado.

    É um tema muito extenso e que desde de já (sem ser mãe ainda) aflinge meu coracao, peço a Deus sabedoria e discernimento na hora de educar meus filhos. 🙂

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